RACISMO, PRECONCEITO e DISCRIMINAÇÂO

Este texto é um apanhado de textos pesquisados. Ele surgiu quando, em um "racha" de basquete, surgiu a frase "só podia ser preto!", falada por um jovem instruíto, de classe média, e dentro de uma associação que promove os valores da cidadania, união e respeito a si mesmo e ao seu semelhante. Uma pena!
Apesar de toda a modernidade vivida pelas sociedades atuais, infelizmente ainda é comum encontrarmos casos de preconceito e discriminação por causa de diferenças raciais. Nas teorias da lei e nas práticas do cotidiano, o racismo é uma atitude que deve ser abolida. Por isso, é bom esclarecer algumas dúvidas sobre o que é o RACISMO.
Embora alguns usem o binômio: racismo e preconceito de modo intercambiável existem diferenças entre eles.

Em resumo simplificado RACISMO pode ser um sistema político-ideológico baseado na superioridade de uma “raça” sobre outra. Também pode ser o ato de colocar, ou tentar colocar, uma pessoa em situação de inferioridade, subjugada, por causa de sua cor de pele ou etnia.

PRECONCEITO é uma postura ou idéia negativa pré-concebida, uma atitude de alienação a tudo aquilo que foge dos “padrões” de uma sociedade. As principais formas são: preconceito racial, de condição social e orientação sexual.
O preconceito leva à discriminação, à marginalização e à violência, uma vez que é baseado unicamente nas aparências, na empatia ou idéias infundadas.

DISCRIMINAÇÃO é a conduta (ação ou omissão) que viola direitos das pessoas com base em alguns critérios positivos ou negativos.
A discriminação entre seres humanos com base em raça, cor ou origem étnica é uma ofensa à dignidade humana e será condenada como uma negação dos princípios da Carta das Nações Unidas, como uma violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais proclamadas na Declaração Universal de Direitos Humanos, como um obstáculo para relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como um fato capaz de perturbar a paz e a segurança entre pessoas e povos.

Racismo no contexto brasileiro
Devido à espantosa miscigenação racial existente em nosso país, que o coloca em uma situação impar no mundo, criou-se um estereotipo de nação-paraíso das etnias. Na opinião de muitos, a tolerância racial aqui é vista como em nenhum outro país do mundo.
Não obstante essa visão mítica de “igualdade de raça”, o contexto histórico brasileiro apresenta uma outra realidade. Não se pode negar que o racismo faz parte do cotidiano de muitos brasileiros. Ora, qual de nós nunca foi vítima desta prática horrenda?
Apesar da grande parcela da população ser de origem negra, cuja importância não se pode negar no contexto histórico de nosso país, não é raro encontrarmos cada vez mais brasileiros sendo vítimas do preconceito racial. Frases como “negão”, piadas de “preto”, ou ofensas baseadas na cor negra, já fazem parte, como diria Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, do inconsciente coletivo brasileiro.
A linguagem do dia-a-dia cuida de associar negro (ou no caso, a cor preta) a coisas ruins: “a coisa está preta”, “o período negro da ditadura militar”, “preto quando não apronta na entrada...”. Em uma discussão mais acalorada envolvendo um negro, fatalmente surgirá a expressão “macaco” ou a frase “só podia ser preto”. Os exemplos pode ser infindáveis, porém, em todos eles a mensagem se repete: negro é ruim, negro não é humano, negro faz coisas erradas.

Para vencer o racismo
A discriminação racial no Brasil é responsável por parte significativa das desigualdades entre negros e brancos, mas, também, das desigualdades sociais em geral. Essas desigualdades são resultado não somente da discriminação ocorrida no passado, mas, também, de um processo ativo de preconceitos e estereótipos raciais que legitimam, cotidianamente, procedimentos discriminatórios. A persistência dos altos índices de desigualdades raciais compromete a evolução democrática do país e a construção de uma sociedade mais justa e coesa.
Para poder reverter esse quadro e promover um modelo de desenvolvimento no qual a diversidade seja um dos seus sustentáculos, no qual prevaleça a cultura da inclusão e da igualdade, faz-se necessário entender que a desigualdade racial no Brasil resulta da combinação de diversos fenômenos complexos, tais como, o racismo, o preconceito, a discriminação racial. O enfrentamento desses fenômenos requer a atuação conjunta de um Estado efetivo com uma sociedade ativa e fortalecida. Requer, ainda, a articulação e a convergência de diferentes tipos de intervenção que vão desde a repressão às práticas de racismo, passando por ações de valorização da população negra e pela combinação de políticas sociais universais com políticas afirmativas e fortes campanhas informativas à população e distintas organizações.

Um comentário:

gnusl disse...

Marco,

Acho que a sequencia é Racismo gera discriminação que por sua vez gera desigualdade.

Acho que uma mair aproximação da classe descriminada, neste caso os negros, é central para enfrentar o problema.

Obrigado,
Marcio